Home  São Paulo (Brasil), 9 a 12 de octubre de 2005

Inicio de sesión de usuario

Diálogo Complexo de Juventude - Zilmar Alverita

Resumo
Zilmar Alverita, grupo Jovens Feministas de Salvador-Ba.

Em primeiro lugar é importante dizer que quando nós, jovens feministas, nos organizamos não se trata somente de uma questão de identidade, mas, trata-se, sobretudo, de uma questão política; devemos pensar nas mulheres jovens como sujeitas políticas e construtoras do Feminismo; nos organizamos politicamente porque somos invisibilizadas tanto nas Organizações Juvenis, inclusive nas mais revolucionárias, de contra-cultura, como o Hip Hop, quanto no Movimento Feminista.
Nós, Jovens feministas, nos organizamos porque queremos romper com o “silenciamento” do Feminismo com relação à questão geracional, este “silenciamento” se estende também à juventude. Temos poucas reflexões teóricas sobre a situação das mulheres jovens; encontramos informações diluídas em discussões gerais sobre a situação das mulheres, mas poucos estudos específicos.
Sabemos que a situação das mulheres jovens, por exemplo, no que diz respeito ao aborto, é bastante preocupante, sobretudo quando se faz o recorte racial/de classe; são as mulheres jovens negras de periferia as mais “punidas” pela criminalização do aborto no Brasil; também sabemos que o índice de contaminação pelo vírus HIV/AIDS vem crescendo, entre o seguimento feminino, sobretudo entre as mais jovens em função da sua pouca capacidade de negociar o sexo seguro com seus companheiros. Portanto, nossa agenda, que ainda está em construção, é de certa forma, uma continuidade da agenda do movimento feminista tradicional, só que com ênfase nas questões específicas das mulheres jovens.
Nossa luta deve avançar sobre organizações juvenis, como os grupos culturais, Hip Hop, por exemplo, e grupos religiosos, áreas sobre as quais o debate feminista pouco avançou. O trabalho em espaços como escolas e rádios comunitárias também são fundamentais para estabelecer o debate com meninos e meninas, com homens e mulheres jovens.
Existem tensões entre as jovens feministas e as feministas tradicionais? Sim, existem. Não concordamos com as relações de poder, com as estruturas hierárquicas existentes dentro do movimento. Defendemos relações mais democráticas; como falar em democracia no movimento feminista, por exemplo, num encontro como este, onde todas as mulheres – com exceção das que receberam bolsas – independente da sua condição racial, geracional e de classe, pagaram o mesmo valor pela inscrição?


Random image

Este sitio fué hecho utilizando el Software Libre Drupal con la colaboración del Projeto Software Livre Mulheres.