Home  São Paulo (Brasil), 9 a 12 de octubre de 2005

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Oficina sobre tráfico de mulheres

A pesquisadora Eloisa Gabriel dos Santos, do SMM (Serviço à Mulher Marginalizada), apresentou no dia 10 de outubro uma oficina que abordou a questão do tráfico de mulheres, apresentando o perfil das mulheres envolvidas e os principais aspectos relacionados ao tema.

Os principais objetivos dessa atividade foram estimular o debate e criar um espaço para o fortalecimento de redes e articulações.

Para a pesquisadora, o tráfico de mulheres para fins de exploração apresenta diversas facetas. A finalidade da exploração pode ser prostituição ou outra forma de exploração sexual; a execução de trabalhos ou serviços forçados; a servidão/escravidão; e até a remoção de órgãos. Na avaliação de Eloísa, a questão mais terrível sobre o tráfico é a escravidão.

Segundo pesquisas, as mulheres das classes mais baixas são as principais vítimas do tráfico. São muitas vezes mulheres jovens, sem perspectiva de trabalho no Brasil e que se deixam envolver por histórias de trabalhos bem remunerados em outros países. Sobre esse último aspecto, uma das participantes da oficina destacou o papel da mídia e, mais especificamente, da imprensa sensacionalista e o foco sobre a mercantilização do corpo das mulheres.

Uma legislação mais eficiente e rigorosa, uma maior fiscalização nas fronteiras e, especialmente, uma atenção especial com as políticas públicas relacionadas a emprego, saúde e segurança são as principais necessidades apontadas por Eloísa. "Não adianta prender e deportar as mulheres se não se dá condições de sobrevivência a elas em seu país de origem", alertou a pesquisadora.


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