Somos muitas, diversas, não somos uma categoria homogênea, porém temos as nossas especificidades. Foi assim que as jovens se expressaram no Fórum de Mulheres Jovens Feministas, ocorrido no dia 11 e que contou com mais de cem jovens de toda a América Latina e do Caribe.
O momento, considerado de articulação, foi importante porque ali discutiu-se as demandas, especificidades e estratégias das mulheres jovens feministas. Entre as demandas, as jovens pontuaram ser necessário não construir espaços adultocentricos e verticais, garantir que as mais diversas jovens expressem suas necessidades e apreensões dentro do processo. Além disso, para elas, deve-se trabalhar conjuntamente nos movimentos de juventudes e feminista. Sem deixar de pensar, a partir de onde falam – como mulheres jovens, as demandas para o feminismo e para e com as mulheres jovens, considerando as inter-relações com as demais identidades, raça/etnia, classe social, condições sócio-geográficas, culturais e orientações sexuais.
Para que essas idéias saídas do Fórum sejam concretizadas as jovens feministas acreditam ser necessárias a criação de redes de jovens, tanto em níveis nacionais quanto regional para que possam trocar, dialogar e construir conjuntamente. Elas também destacaram: a importância de se recuperar a história das jovens feministas, suas contribuições e propostas e a necessidade de pensar a construção de uma cidadania juvenil que esteja muito além da estabelecida pelos direitos políticos vigentes em nossas democracias os quais dão apenas à jovem e ao jovem a possibilidade do voto.